Apesar da inflação do mês de outubro ter ficado próxima de zero, o índice de difusão do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mostra o porcentual de itens com aumentos de preços, ficou em 52% em outubro, ante um resultado também de 52% em setembro, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A difusão de itens alimentícios saiu de 48% em setembro para 49% em outubro.
Já a difusão de itens não alimentícios sai de 56% em setembro para 55% em outubro.
Assim, dos 377 itens que compõe o IPCA pesquisados pelo IBGE, 196 tiveram aumento em seus preços, enquanto outros 181 não sofreram alterações para cima.
Menor resultado do IPCA para outubro desde 1998
Nesta terça-feira, 11, o IBGE divulgou que o IPCA teve alta de 0,09% em outubro. Foi o resultado mais baixo para o mês desde 1998, quando havia subido 0,02%.
Em outubro de 2024, a taxa tinha sido de 0,56%. Em setembro de 2025, o IPCA registrou alta de 0,48%.
Como consequência, a taxa acumulada em 12 meses voltou a arrefecer, passando de 5,17% em setembro de 2025 para 4,68% em outubro de 2025, menor resultado desde janeiro, quando estava em 4,56%.
Composição do IPCA
A composição do IPCA foi atualizada no início de 2020. Um total de 377 diferentes itens passaram a ter seus preços coletados todos os meses, divididos em nove grupos de gastos.
O alvo da metodologia do IPCA são as famílias com rendimentos de 1 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a sua fonte de renda. Para chegar ao índice de inflação, são coletados os preços entre os dias 1º e 30 de cada mês em lojas e estabelecimentos de prestação de serviços, concessionárias de serviços públicos (como água ou energia elétrica), além da internet.
A cesta de produtos e serviços pesquisados mensalmente envolve itens de naturezas variadas. Entram arroz e feijão, é claro, mas também consulta médica, mensalidade escolar, aparelhos eletrônicos e atividades de lazer. Cada um tem um peso maior ou menor conforme a presença deles na cesta de consumo média da população. Assim, os itens relacionados à alimentação costumam ter um peso maior do que, por exemplo, comunicação ou vestuário



