Em um movimento que ajuda a reduzir a fila do INSS em meio ao período eleitoral, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aumentou os indeferimentos dos pedidos de benefícios previdenciários.
Dados do Ministério da Previdência revelam que a média mensal de requerimentos rejeitados entre janeiro e maio de 2026 atingiu 668,6 mil, alta de cerca de 70% em relação a igual período do ano passado, quando foram indeferidos 395 mil por mês. É o maior patamar desde 2021.
Com isso, a fila do INSS desabou. Chegou a um pico histórico de 3,1 milhões em fevereiro, caindo para menos da metade, a 1,5 milhão em julho. A meta é derrubar a fila para 1,3 milhão em setembro, um mês antes do primeiro turno da eleição. Lula prometeu zerar a fila na campanha em 2022.
Já as concessões mensais passaram de 608,6 mil para 683,8 mil de janeiro a maio, um aumento de 12,3%.
O Ministério da Previdência considera que a meta de “zerar a fila” do INSS significa acabar com o estoque de requerimentos com mais de 45 dias. Essa conta está em 486 mil pedidos, depois de ter atingido 1,882 milhão, queda de 74%.
Em 2026, o total de benefícios indeferidos chegou a 49,6%, ou quase metade dos pedidos feitos este ano.




