O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) começa a pagar a segunda parcela do 13º a aposentados e pensionistas na próxima segunda-feira (25). O valor da gratificação natalina será liberado com o benefício mensal, no mesmo dia em que o segurado recebe o pagamento da Previdência Social.
O calendário de depósitos segue o número final do benefício, sem considerar o dígito verificador. Recebe primeiro quem tem aposentadoria ou pensão no valor do salário mínimo. Benefícios maiores vêm depois. A primeira parcela foi paga em abril.
O montante deve beneficiar 35,2 milhões de segurados e injetar R$ 78,268 bilhões na economia.
VEJA O CALENDÁRIO DE PAGAMENTO DO 13º DO INSS EM 2026
Para benefícios iguais ao salário mínimo, primeira e segunda parcelas
Final do benefício Primeira parcela Segunda parcela
1 25/mai
2 26/mai
3 27/mai
4 28/mai
5 29/mai
6 01/jun
7 02/jun
8 03/jun
9 05/jun
0 08/jun
Para benefícios acima do salário mínimo,
1 e 6 01/jun
2 e 7 02/jun
3 e 8 03/jun
4 e 9 05/jun
5 e 0 08/jun
Tem direito ao 13º todos que recebem aposentadoria, pensão e auxílio. Não têm direito ao benefício os segurados beneficidos com BPC (Benefício de Prestação Continuada) e Renda Mensal Vitalícia.
A segunda parcela do 13º salário do INSS tem desconto do Imposto de Renda. Neste ano, segurados que recebem até R$ 5.000 estão isentos do IR. Além disso, quem tem a partir de 65 anos tem direito a uma isenção extra do imposto a partir do mês em que faz aniversário.
Segurados que recebem auxílio-doença também têm um cálculo proporcional do 13º, que leva em conta o número de meses em que a renda previdenciária será paga, já que se trata de um benefício temporário.
ANTECIPAÇÃO DOS VALORES
A antecipação dos valores do 13º foi anunciada pelo governo Lula em março. Ela ocorre desde o início da pandemia de Covid-19, em 2020, mas nem sempre foi assim. Os aposentados recebiam a gratificação no final do ano, como os demais trabalhadores.
No primeiro governo do presidente Lula, centrais sindicais e sindicatos de aposentados passaram a reivindicar a antecipação de ao menos uma parcela, que passou a ser feita todo ano, por meio de decreto. Pagava-se uma parcela no primeiro semestre e a outra, no segundo.
Houve atraso apenas em um momento, no segundo governo Dilma, quando a crise econômica estava instalada. Com a reforma da Previdência de 2019, a antecipação de ao menos uma parcela virou lei e deveria ocorrer em junho, mas, com a pandemia, o governo Bolsonaro passou a pagar em abril e maio.
O governo Lula manteve a regra de pagar o 13º e abril e maio e, desde então, vem liberando os valores de forma antecipada.



